Falando contra iniciativas de clientes, parceiros e alguns amigos (vou levar nas orelhas!), sempre fui contra a utilização de microsites ou, se preferirem, minisites.
Nunca os defendi. Nem mesmo no tempo em que o meu negócio passava pela criação de websites (apesar de me facilitarem a vida e gerarem receitas adicionais)!
A maior parte dos microsites não são muito mais do que brochuras online, com gráficos apelativos e que gritam ao mundo:
“na minha empresa, mexer no site Internet é tão difícil que já desistimos e por isso, em vez de resolver o problema, peguem lá isto (o microsite)!”.
É claro que as agências incentivam (muito!) o seu uso. É que os sites das “marcas” já existem, sempre com processos difíceis (leia-se “impossíveis”), e não criam espaço para novos desenvolvimentos (leia-se “receitas”). Ao sugerir a criação de um microsite, a agência promove de forma rápida a geração de novas receitas; não é precisa lidar com recursos internos para além do Marketing; trabalha num ambiente controlado; custos controlados; e, mais importante, lucrativo! Haah… e aumenta o portefólio!
A verdade é que os microsites são caros pois consomem recursos caros (a nata da agência) e morrem ao fim de pouco tempo. Claro que o objectivo imediato é sempre nobre: branding! Levar a marca ao “next level”! Mas normalmente o tempo e dinheiro gastos não acompanham os resultados.
Raramente um microsite leva a marca ao “next level”. Isto porque muito provavelmente só há duas razões que justificam a sua criação: o site Internet não presta e/ou é demasiado difícil fazer algo de novo.
Com o estado da arte na publicidade online e com as possibilidades oferecidas por acções de “rich media”, as acções promovidas num microsite podem ser enquadradas nas acções de comunicação externa, quer ao nível de budget quer de decisão.
Claro que há excepções. Há sempre. E claro que podemos sempre tentar justificar que “ESTE” microsite é uma excepção (shhh… 99% vão estar errados!).
A verdade é que neste momento a Internet oferece alternativas suficientes ao “microsite” e está na altura de sermos inteligentes e de fugirmos ao pensamento criativo convencional. O consumidor… apenas quer entrar, aceder ao que procura e… sair. E isto é a Internet. Por isso… devemos fazê-lo ao nível do nosso branding online, ou seja, no nosso site!
Algumas considerações sobre causas e consequências:
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Tags: agência, awareness, Branding, marketing online, microsite, minisite, viral, web development, web strategy