Porque nem tudo na Internet tem que ser Gigante. Porque nem tudo na Internet tem que ser intangível. Porque nem tudo na Internet tem que ser sobre tecnologia e inovação. Principalmente, porque nem tudo na Internet tem que ser GRANDE. O ETSY, lançado em 2005 por Robert Kalin (na altura com 25 anos) é hoje um dos maiores “case studies” de eCommerce. Não vende tecnologia. Não vende produtos inovadores. Vende “apenas” produtos artesanais. Fornece espaço para venda online a “artesãos”. Um espaço bem construído. Simples e funcional mas, bonito! Apesar de ser um excelente “marketplace”, a analogia correcta no mundo online não seria o de Centro Comercial mas sim de… feira online de artesanato.
Em 2005 a empresa facturou 7 milhões, em 2007 facturou 27 milhões, 90 milhões em 2008 e em 2009, cerca de 180 milhões.
Com 4 anos, o ETSY não é propriamente novo nem desconhecido. No entanto, o princípio de base do Etsy representa algo a reflectir por empreendedores e Startups: “Grow Big, But Stay Small“
Em Outubro a Hitwise publicou um relatório que estima que as pesquisas relacionadas com música representem cerca de 6% de todas as pesquisas do Google.
6% de todas as pesquisas do Google! É imenso!
A integração nos resultados destas pesquisas de conteúdo áudio que pode ser comprado online, representam um potencial de vendas gigantesco e tornam o Google num dos principais “players” do novo mercado da música.
Dito e feito. Apesar de já permitir pesquisas contextualizadas por música há muito tempo (bastava adicionar numa pesquisa o termo “music:”), a partir de agora o Google Music Search integra nos resultados de pesquisas (nos EUA - ver nota final) por artista, album ou música, a possibilidade de ouvir excertos, letras, ver videoclips, obter bibliografias de bandas, comprar online música ou bilhetes para concertos.
Como quase todos os lançamentos recentes do Google (ex.: Google Books, Google Voice, Google Social Search, etc.), as implicações para este mercado são imensas. Ao permitir que as compras online sejam feitas no iLike (comprado recentemente pelo MySpace) ou Lala, o Google torna-se numa gigantesca força de vendas para estes dois player. Implicações?
Ao ver a nova assinatura da Vodafone (em parte pelo título do post anterior) dei por mim a pensar que alguma coisa falha nesta assinatura e veio-me à cabeça a imagem de um tipo de meia idade a dizer “Porreiro, pá!” para parecer “cool”, “jovem” e “sintonizado”.
A Vodafone mudou a assinatura de “viva o momento” (“Make the most of now”) para “power to you”. Com o “power to you”, afirma-se centrada no cliente e reforça a experiência Internet e multimédia, através da aposta no smartphone e no serviço Vodafone 360, um integrador de rede sociais com uma “app store” (efeito iTunes?) e que substitui o Vodafone Live (lançado em 2002).
O que é que falha? O “You”!
É que no contexto 2.0, o “poder” não está no “you”, não está na individualização mas sim no oposto, no democratizar, no ligar, no potenciar interligações. O “poder” está no “agora” e na “comunidade”. Na capacidade de potenciar a comunidade. No “crowdsourcing”. Ou seja, num sempre positivo “US”.
A estratégia do Google para as redes sociais é irritantemente simples e brilhante.
O Google sabe que as redes sociais, tal como hoje são definidas, são apenas um fruto mediático. São uma fase. E a médio prazo (não muito longínquo) a Internet será por si só uma GIGANTESCA rede social. E não vai ser o Facebook, o LinkedIN, o Hi5, o Twitter ou o próprio Google a definir no mundo virtual quem são os nossos amigos, conhecidos ou “relacionados”. São todos!
O Google tem lançado várias ferramentas que potenciam ligações e o conhecimento das redes sociais em toda a Internet. Seja no Facebook, Twitter, Google Reader, Gmail, Blogues pessoais ou em qualquer conteúdo criado.
Utilizando o Google Profiles, qualquer utilizador pode adicionar o seu nome, sites e redes sociais de que faz parte. A partir daqui o Google faz aquilo que sabe fazer melhor: pesquisar; pesquisar informação sobre quem são os nossos amigos nas redes sociais e na Internet em geral.
Com base nesta informação, o Google Social Search apresenta resultados baseados nos conteúdos e experiências das pessoas que conhecemos.
Sempre gostei de gadgets. Novidades. Gosto de experimentar novidades. Mas não só. Gosto de experimentar. Ponto. E acho que fui sempre assim. Desde o leitor de bobines dos meus avôs, ou da Super 8. Da minha primeira Polaroid. Do primeiro conjunto de química aos kits de magia. Do manual do escuteiro Mirim.
Hoje, não me vejo sem Internet. Sem o iPhone. Sem o meu Mac. Sem o Kindle. Sem Last.fm. Sem Spotify. Sem o leitor de Divx e… sem os momentos de pausa (com um bom Syrah).
A verdade é que não me considero consumista (materialista… talvez). Considero-me regrado nos gastos. Mas o gosto pela novidade faz de mim aquilo a que a indústria chama de “early adopter“.
Os engenheiros chamam a tipos como eu “beta testers“, pois somos os que levam com os primeiros bugs, problemas, erros que são corrigidos nas versões seguintes de modo a fazer com que os “later adopters” fiquem felizes. E mais do que felizes, muitos sentem-se mais espertos por saber esperar e chama-nos “precipitados” por não sabermos esperar.
Para mim a verdade é diferente. O que define um “early adopter” é a curiosidade de ver o futuro. De antecipar o que vai ser. De saber em primeira mão. De sentir muitas vezes o “Eu vi o futuro e tu não!”
Continuando silenciosamente a desenvolver a sua estratégia de “redes sociais” (e à vista de todos!), e aproveitando o “ruído” criado com o Google Wave, o Google lançou há cerca de um mês uma das aplicação mais disruptivas da Internet (não pela tecnologia mas pelo que representa) nos últimos tempos: Google SideWiki.
O Google SideWiki é uma nova funcionalidade do Firefox e Internet Explorer (estranhamente, o Chrome virá a seguir) que literalmente transfere para o utilizador o que ainda faltava de liberdade de expressão na Internet: a possilidade de comentar qualquer produto, serviço ou marca no próprio site Internet da mesma, sem qualquer tipo de autorização, moderação ou intervenção da mesma que não seja o ser obrigada a participar na “conversação”.
Para quem anda na Internet há algum tempo; para quem viu fóruns de discussão em Intranets serem fechados, moderados ou nunca sequer criados; para quem viu muitas vezes o pânico de inovar pela liberdade de expressão e comunicação; para quem viu a comunicação ser manipulada… o SideWiki é divertidamente hilariante.
O Kindle faz parte da família de produtos que mudam paradigmas e as regras do jogo. Neste caso, da distribuição editorial e do próprio livro. É o que se segue ao MP3; é o “EyePod” da literacia.
Permite guardar centenas de livros, jornais, feeds de RSS (incluindo todo o meu Google Reader), audiobooks e ouvir qualquer livro em Inglês (com síntese de voz).
A tecnologia de ePaper, permite-nos ler , sentados numa esplanada, praia ou piscina, com luz solar directa no ecrã, com contraste perfeito (ao contrário do ecrã do portátil)!
Se formos para fora em férias, a bateria dura cerca de duas semanas. Se acabar, a página actual mantêm-se no ecrã (o ePaper só consome energia para “imprimir” uma nova página).
Se de repente nos apetecer muito, muito, comprar “aquele” livro… está à distância de um Click. Ou quase.
“Quase” porque na verdade o Kindle é perfeito para quem está nos EUA. Não só pela possibilidade de podermos acordar de manhã e ter o jornal do dia (o Kindle permite actualizar conteúdos automaticamente via Internet através da “whispernet“… que só funciona nos EUA), de comprar um livro na Amazon em qualquer sítio, mas também pelo facto do Kindle DX continuar apenas disponível no mercado Americano (o DX não é “extra large”! Tem o tamanho mínimo para ler um livro e para me obrigar a ler jornais em “landscape” e suporta PDFs).