Investimento no Twitter: estou a valer 42 dólares
Jan 26th, 2009 by Vitor Magalhaes
Depois de recusar ser comprado pelo Facebook por 500 milhões de dólares (apesar de parte deste pagamento ser em acções), o Twitter volta ao mundo do Capital de Risco e prepara-se para levantar mais 20 milhões aos anteriores 20 milhões já levantados, estando avaliado em 250 milhões de dólares.
O Scobleizer fez um paralelismo interessante: se fizerem parte dos 6 milhões de utilizadores do Twitter (número que cresce diariamente), partindo do princípio que o único activo do Twitter são os utilizadores, cada utilizador vale 42 dólares (ok, isto não é custo de aquisição).
Quando olho para os clientes BySide, o custo de aquisição dos seus clientes varia entre os 30€ e 150€ (comunicação e comissões de venda). Para o Twitter… nada mal!
Com uma comunidade gigante e participativa só falta ao Twitter um pequeno GRANDE detalhe: um modelo de negócio.
Enquanto utilizador que acha que o Twitter oferece algo muito próximo de um serviço público, preocupo-me que um novo “round” de investimento torne lenta e preguiçosa a necessidade do Twitter criar um modelo de negócio sustentado…



Viva Vitor,
Eu também estou a valer os 42 dólares
E devo dizer que também partilho a mesma preocupação. Quanto mais o tempo passa e não existe um modelo de negócio sustentado para o Twitter…
Acho que nós, os utilizadores do Twitter, percebemos todos que sem um modelo de negócio sustentado, o Twitter tem os dias contados!
Maria Spínola
http://www.crescimentoempresas.com
P.S. E quero deixar aqui os meus parabéns pela BySide saber o custo de aquisição de cada cliente ( não que eu já não estive à espera disso, da BySide ), mas a maioria das empresas não o sabem!
Olá Maria,
Até agora, de todas as abordagens possíveis que vi para viabilizar o Twitter, nenhuma me pareceu sustentável.
Se a Internet tivesse um Governo, o Twitter deveria ser uma espécie RTP, um serviço público. Mas a realidade é outra e, apesar da enorme base de clientes, parece já estar a queimar “demasiado” investimento.
Vamos esperar… com preocupação, claro!
Vítor Magalhães