Inovação e Globalização
Mar 7th, 2009 by Vitor Magalhaes
Uma pequena reflexão sobre o tema do post anterior ajuda a perceber o que separa os EUA do resto do mundo em termos de inovação.
Como referi, os “Claytrons” ou “Catoms”, utilizados na “matéria programável”, começaram a ser desenvolvidos pela Universidade de Carnegie Mellon’s, com fundos da Intel e DARPA. Nada mais nada menos que o maior fabricante de semicondutores do mundo que, quer use PC ou MAC, é quase de certeza o fornecedor do processador do computador do seu PC, e a agência de investigação do Ministério da Defesa Americano que só foi o principal responsável pela criação da… Internet.
Se pensarmos em Portugal, quantos projectos de inovação é que conhecem com ajuda e fundos de entidades com músculo suficiente para que a sua presença seja garantia de sucesso?
Apesar de sermos reconhecidamente capazes de inventar e fazer, alguma vez teremos apoios à escala de uma Intel e DARPA? É que parecendo que não… ajuda. E este é um dos principais erros da Globalização: acreditarmos que agora somos todos igualmente globais.
Claro que somos Globais mas apesar de tudo, uns serão sempre mais do que outros.













Contudo a dimensão não deve tolher a ambição.
A inovação em Portugal deve ser “à escala do paÃs”, e ainda assim em alguns sectores tem-se conseguido bater esse paradigma. Eventualmente Portugal tem que assumir que tem que pensar em pequeno - isso não tem é que ser forçosamente negativo (the best things came in small boxes, como as mulheres bem sabem…;).
As actuais tendências, aliás, criam aqui grandes oportunidades.
Dificilmente se criarão grandes marcas à escala global como até aqui - no futuro haverá cada vez mais espaço para marcas de que POUCOS gostam MUITO. E aqui estão as oportunidades para Portugal - nas especialidades - CARAS! Ou seja, think small, sim mas não em “baratinho”, para isso cá estão a Roménia, a India ou a China.
http://bemequer-malmequer.blogspot.com/2008/11/marca-portugal-small-is-beautifull-and.html
http://bemequer-malmequer.blogspot.com/2008/11/marca-portugal.html