Early adopter ou… future eyedropper?
Oct 29th, 2009 by Vitor Magalhaes

Sempre gostei de gadgets. Novidades. Gosto de experimentar novidades. Mas não só. Gosto de experimentar. Ponto. E acho que fui sempre assim. Desde o leitor de bobines dos meus avôs, ou da Super 8. Da minha primeira Polaroid. Do primeiro conjunto de química aos kits de magia. Do manual do escuteiro Mirim.
Hoje, não me vejo sem Internet. Sem o iPhone. Sem o meu Mac. Sem o Kindle. Sem Last.fm. Sem Spotify. Sem o leitor de Divx e… sem os momentos de pausa (com um bom Syrah).
A verdade é que não me considero consumista (materialista… talvez). Considero-me regrado nos gastos. Mas o gosto pela novidade faz de mim aquilo a que a indústria chama de “early adopter“.
Os engenheiros chamam a tipos como eu “beta testers“, pois somos os que levam com os primeiros bugs, problemas, erros que são corrigidos nas versões seguintes de modo a fazer com que os “later adopters” fiquem felizes. E mais do que felizes, muitos sentem-se mais espertos por saber esperar e chama-nos “precipitados” por não sabermos esperar.
Para mim a verdade é diferente. O que define um “early adopter” é a curiosidade de ver o futuro. De antecipar o que vai ser. De saber em primeira mão. De sentir muitas vezes o “Eu vi o futuro e tu não!”



quando alguém vem todo entusiasmado dizer que viu o futuro e tu respondes com um “Já vi!”
As coisas começam a rodar com tanta velocidade que acho que acabam todos por ser “early adopters”.
Hoje em dia o maior “stress”, é esperar o tempo entre o anúncio do produto e o dia em que ele esteja finalmente disponível para poder ser comprado.
Quanto ao “beta testing”, com a tal velocidade de desnvolvimento, todos acabam por fazer esse serviço - sendo mais importante um aparelho que ofereça alguma garantia de suporte a médio/long prazo, que receba as -cada vez mais indispensáveis- actualizações e correcções.