iPad, iAD, Twitter e… de novo, O Marketing!
Apr 17th, 2010 by Vitor Magalhaes
As últimas semanas foram muito movimentadas no que diz respeito à publicidade online.
Primeiro o lançamento do iPad e o mercado a pensar como tirar partido, como criar conteúdos e como posicionar (já se percebeu que o que funciona no iPhone não funciona bem no iPad, e vice versa). Logo a seguir, a Apple apresenta a sua plataforma de publicidade móvel, o iAD. Já se percebeu que:
- Vai obrigar a criatividade adicional na criação de publicidade integrada com as aplicações e que faça o utilizador participar;
- É lançada pela Apple! Quer se goste ou não, com 50 milhões de iPhones no mercado… é para ser levada a sério.
para ajudar…
O Twitter, sem grande novidade, apresentou a sua (esperada) plataforma publicitária, os “sponsored Tweets“, que vão aparecer no meio dos Tweets dos utilizadores cujo conteúdo seja relevante para o anunciante (soa um bocadinho a Google AdWords, não?).
Mais um formato, ou um meio, a ponderar no planeamento de uma campanha online.
opinião sobre os “sponsored Tweets”….
O Twitter é uma ferramenta fantástica para monitorização de comportamentos mas não é uma boa ferramenta para manipulação do comportamento que, no limite, é tudo o que a publicidade é.
O utilizador tÃpico do Twitter não “pesquisa” tweets, apenas os absorve de forma passiva. Se a publicidade começar a ser demasiado intrusiva (spam), vai acontecer ao Twitter o mesmo que aconteceu ao eMail: filtros de spam!
Tenho dúvidas sobre o sucesso dos “Sponsored Tweets”, mas… é esperar para ver.
de novo, o Marketing!
Se até aqui a publicidade online se resumia (mal!) a campanhas de “display” (banners) e “search” (ex.: AdWords), com o iAD, “Sponsored Tweets” e todo o fenómeno das redes sociais, entramos numa nova era da publicidade. Uma nova era em que os nÃveis de exigência no conhecimento e planeamento de uma campanha, para além de maiores, estão intrinsecamente ligados à marca e ao cliente. Uma nova era de mudança em que é necessário abandonar os modelos publicitários e criar novos, e melhores, modelos de marketing. Modelos que vão muito mais longe e que se foquem totalmente no consumidor, nas suas ligações e nas suas necessidades reais.
Este novo papel do Marketing (novo Marketing ou, de novo, o Marketing?) tem que ser assumido pelas empresas, pelas marcas, e tem que fazer parte do seu “core”. Os departamentos do “novo marketing” são provavelmente uma das peças mais importantes nas empresas e devem ter equipas com o dinamismo, criatividade e capacidade de planeamento que ontem era em parte delegado à agência de publicidade (que continuará amanhã com a criatividade final mas com um cliente cada vez mais exigente).
Fazer uma campanha online já não é apenas o pedir à agência banners criativos, planear campanhas de AdWords ou, a partir de agora, como “agarrar” o cliente em 140 caracteres no Twitter (e já se achava que era difÃcil um bom “copy” nas duas linhas do AdWords). Fazer uma campanha obriga a que se “respire” o mercado.
ainda os “sponsored Tweets” e o estado actual das marcas…
Para quê colocar publicidade em 140 caracteres no Twitter quando, gratuitamente, se pode monitorizar, em tempo real, referências à marca? O importante é “ouvir” com calma e delinear estratégias sobre como chegar ao cliente, como interagir, ligar. Ou seja, vender de forma eficiente. E preferencialmente, com paixão!
Já não se trata de “publicitar”. Trata-se de “ouvir” e “aprender” para recolher informação. A seguir, saber usá-la para vender.
AfirmaçãoImpressão minha: o mercado está ainda muito longe desta nova realidade.?












