Punk Marketing: Am I a punk?
May 31st, 2008 by Vitor Magalhaes
Não, não é pelo vinyl dos Dead Kennedy’s que ainda guardo (alguém por aí se lembra do “Frankenchrist” e “In Gog we Trust, Inc”?), pelo VHS (yep, ainda tenho vinyil, k7, VHS). Apesar de ainda ter vivido um “remake” do punk, a minha adolescência foi marcada pelo final de 80 (Cure, Smiths, Echo & the bunnymen, Durutti Column, a fase inicial da 4AD, etc.).
Refiro-me apenas ao livro “Punk Marketing” que comprei recentemente e por comprovar que quanto mais aprofundo alguns conhecimentos de marketing “convencional” mais reforço que: “Não são as coisas que são complicadas, nós é que as complicamos”. É que apesar do valor de tudo o que dizem os “espertos” - de Trout a McKenna, Kotler… whatever - não se resume tudo ao cliente?
Hoje, para conquistar um consumidor não chega criar “processos” de Marketing. É preciso tratar o Cliente com respeito. Desafiá-lo! Tratá-lo com inteligência. Como inteligente. O Cliente adora ser “picado” ou que o divirtam. E… o cliente pode! O cliente tem poder!
Richard Laermer e Mark Simmons, autores do livro, analisam esta nova realidade do mercado da publicidade, das marcas, da comunicação e a necessidade de nos livrarmos do “Status quo” e do “Radical quo” e escreveram um conjunto de regras simples para um Marketing assente no senso comum, sem “bullshits“. Não sou muito adepto de “transcrições” ou “traduções” mas, talvez por ter vivido uma parte da cultura Punk (na música) e por me rever no “no bullshit“, acho que vale a pena partilhar o Manifesto do Marketing Punk:
1. Se não arriscares, morres
Em tempos de mudança o maior dos riscos de todos é não correr riscos.
2. Porque não perguntar: “Porque não?”
Pressupostos são apenas isso. Tudo o que assumimos é normalmente uma meia-verdade ou generalização que em algum momento teve um objectivo, mas agora… castra as soluções criativas.
3. Assume uma posição firme
Tentar ser tudo para todos, resulta inevitavelmente em quase nada.
4. Não cedas
Os clientes são importantes mas não têm necessariamente razão.
5. Desiste do controlo
Os consumidores agora controlam as marcas. Os marketeers inteligentes sabem e vivem com isto, em vez de lutarem contra uma verdade incontornável.
6. Torna-te visível. Expõe-te
Cria relacionamentos de confiança. O relacionamento de confiança entre a marca e consumidor, como entre pessoas, assenta na honestidade.
7. Cria inimigos
Todas as marcas precisam de se posicionar como alternativa.
8. Fá-los querer mais
É importante resistir à tentação de revelar todos os activos de uma vez. Como os mestres diriam: “Nunca lhes ensines tudo o que sabes. Ensina-lhes tudo o que eles sabem!”
9. Sê mais esperto que a concorrência
Sê mais inteligente do que o tipo do lado. Não te deixes levar pelo dinheiro fácil e não tentes competir gastando mais do que os outros.
10. Não te deixes seduzir pela tecnologia
O meio já não é a mensagem. A mensagem é a mensagem é a mensagem.
11. Conhece-te a ti mesmo
Se não percebermos em que é que somos bons, podemos sentir-mo-nos tentados a tentar ser alguma coisa que não somos.
12. Acabaram-se as tretas do Marketing
Vai directo ao assunto. Expressa-o de uma forma clara e simples. Einstein afirmou - acreditamos que dirigido para os merketeers: “As coisas deveriam ser feitas da forma mais simples possível, mas não de uma forma simples”
13. Não deixes que definam os teus padrões
Ser bom já não significa muito, enquanto ser medíocre poderá causar-te mais mal do que não fazer absolutamente nada.
14. Usa as ferramentas da revolução
Escreve o teu próprio manifesto. Lembra-te destes artigos quando estiveres com falta de imaginação.
15. …?
É aqui que todos podemos ajudar. Hoje, tudo tem a ver com interacção e não definição; por isso definam o que deve ser o último artigo.
P.S.: Este post fez-me ir ouvir vinyl antigo… comecei por (re) ouvir “California Uber Alles”


