google_friend_connect-150x150.jpg Ao avaliar os recentes Google Profiles percebe-se que não é por acaso que o Google, depois de ter uma das primeiras comunidades de sucesso (o Orkut) nunca investiu na sua promoção e desenvolvimento. Pelo menos nada comparável ao que fez com o GMail, Google Calendar, Google Reader, Google Maps, Google Docs, entre muitos mais projectos, aplicações e serviços (o Orkut foi sempre algo externo ao Google; um projecto bastardo).

 

E não é que o Google não acredite no Social Networking. Muito pelo contrário! A verdade é que em vez de competir directamente com um Facebook, MySpace, Hi5 e todos os outros, prefere posicionar-se como “enabler” mantendo o foco onde lhe interessa: informação.

 

À medida que mais e mais plataformas vão aparecendo no mercado, a selecção destas plataformas começa a ser cada vez mais complexa. Os custos de criação são cada vez maiores e as decisões de selecção irão centrar-se em uma/duas plataformas de acordo com a análise custo/benefício.

 

Em vez de lançar mais uma plataforma de Social Networking, o Google aposta em ser facilitador, ou “enabler”, fornecendo aos programadores formas simples de criarem aplicações que funcionem e partilhem informação em todas as redes sociais. 

Na verdade, a estratégia do Google no Social Networking vai um pouco mais longe:

1. Open Social :  No ano passado o Google lançou um conjunto de APIs (interfaces de programação), denominadas Open Social, que permitem aos programadores acederem às funcionalidades principais, e dados, de redes sociais. Estas API’s dividem-se em 3 conjuntos:

    - Informação de perfis (dados de utilizador);

    - Informação de amigos (gráfico social);

    - Actividades (o que aconteceu, notícias, etc.).

Ao Open Social juntaram-se: MySpace, hi5, linkedin, plaxo, orkut (claro), friendster, ning, Bebo, xing, Six Apart, SalesForce, Viadeo, Oracle, engage.com, iLike, RockYou, Slide, imeem, Hyves, Tianji, entre outras redes que se vão juntando…

A rede que se mantém de fora, fechada: Facebook. Até quando?

2. OpenID: O Google assumiu a utilização do OpenID, não na perspectiva aberta do utilizador/password único mas enquanto provider de OpenID com o endereço de GMail. O objectivo do Google é permitir que o endereço de email do GMail seja o “Login” único. Este é na verdade um dos primeiros passos não “abertos” do Google… mas compreende-se o quanto o GMail sai reforçado se vingar…

3. OAuth: depois de  Blaine Cook  e  Chris Messina  terem iniciado o desenvolvimento do OAuth como protocolo aberto para permitir autorização segura de APIs, permitindo que aplicações Web, aplicações móveis ou de Desktop possam publicar e interagir de forma segura com dados protegidos, o Google junta-se em 2007 à equipa responsável pelo Draft inicial. 

Tirando partido do “ Open Social “, “ OpenID ” e “ OAuth “, o Google antecipa-se e lança o Google Friend Connect, um passo ambicioso que torna esta estratégia claríssima: Let’s Get Social!

 

Qualquer site, independente da dimensão, pode passar a ter funcionalidades de rede social. Basta adicionar Widgets do Google Friend Connect para tirar partido de ligações entre utilizadores. E numa altura em que o “ Marketing Conversacional ” ganha momento… faz imenso sentido fornecer ferramentas que aumentam a conversação… no próprio site!

O Google Friend Connect vai na verdade um pouco mais longe pois não só junta as 3 normas abertas que descrevi como junta API’s proprietárias do Facebook, MySpace e do próprio Google. Ou seja, não só se antecipa como tira partido das posturas “fechadas” e “proteccionistas” do Facebook.

Por tudo isto… Let’s Get Social!