http://twitter.com/vitormagalhaes E por falar em Twitter…

Quando entrei no Twitter, coloquei aqui no Blog um post céptico sobre a minha curiosidade de o explorar.

Na altura disse que o Twitter “não me dizia nada mas em simultâneo me dizia muito” e comparava-o a uma nova versão de IRC, na Web.

Apesar de não me “viciar” totalmente no Twitter (sou um utilizador comedido), demorei muito pouco tempo a “perceber”, “respirar” e ficar “fascinado” com o Twitter.

O “fascínio” é 100% fruto da simplicidade do Twitter, o projecto que mais marcou a Internet no último ano, mostrando que “It’s not the technology, stupid!”. Uma interface simples, 140 caracteres que não obrigam a pensar demasiado e uma inversão no processo normal de subscrição que fez o “click”: não seleccionamos quem nos pode seguir (apesar de podermos bloquear, o que é algo radical), apenas seleccionamos quem queremos seguir. Muito democrático.

E para quem se interroga sobre um “So what?” ou, “já experimentei mas não percebo a piada”, vejam o Twitter como mais do que uma aplicação ou serviço. Um serviço que vale pelas pessoas que lá estão.

Porque é que eu uso o Twitter?

Pelas pessoas. Muitos “early adopters”, é certo. Mas numa altura em que tudo acontece no momento, em tempo real, e que o capital intelectual, a capacidade de inovação e diferenciação são ingredientes indispensáveis para qualquer negócio, estas são as pessoas com quero estar, que quero ouvir e que quero sentir.

“Early adopters” que querem ter conversas inteligentes com pessoas inteligentes, sobre coisas inteligentes.

Claro que nem sempre é assim, que muitos estão deslumbrados consigo próprios e demonstram ter aquilo que chamo de Ego 2.0 (geeks ricos na capacidade de produzir conteúdos em Blogs, Twitter, Friendfeeds e afins mas muito pobres na capacidade de ter uma vida fora do online o que os torna socialmente empobrecidos e a quem dá vontade de dizer “get a life!”), mas para quem “ouve” e tira partido da proximidade que o mundo online nos apresenta… é mais do que fascinante.

Isto, para além do Twitter se ter assumido como canal e fonte vital de informação, quase sempre mais rápido do que as televisões e jornais.

“Pronto. Estou convencido. Mas como é que começo?”

Não há fórmulas para indicar pessoas interessantes a seguir. Depende do que queremos ouvir. Para quem quer iniciar, sugestões básicas:

  • Encontrem alguém com que se identifiquem.

  • Vejam quem é que as pessoas com que se identificam estão a seguir. São um bom ponto de partida para seguirmos novas pessoas (é sempre grande a probabilidade de nos identificarmos com os amigos dos nossos amigos);

  • Quantos mais seguidores alguém tem, maior a probabilidade de valer a pena seguir (se muita gente acha alguém interessante, provavelmente também encontramos pontos de interesse);

  • Partilhem o que pensam, blogs, sites, fotos, ideias, o que estão a fazer.

Alguns serviços que uso e recomendo:

  • Twitter trends: temas mais discutidos no Twitter;

  • Twitter Search: permite pesquisar e seguir tendências e discussões sobre qualquer tipo de tema. Por exemplo…;

  • TwitLinks: se quiserem saber as sugestões dos Twitters mais populares e não tiverem tempo (ou paciência) para os seguir;

  • TweetStats: para quem quiser estatísticas de utilização.

Para quem está a começar, TwitStars que podem começar a seguir (no mundo online):

Twitters informativos (notícias):

Em Portugal, porque conheço pessoalmente muitos Twitters e não quero correr o risco de não listar todos, deixo, pelo elevado nível de participação, apenas um (que não tenho o prazer de conhecer pessoalmente):

Ficam muitas pessoas interessantes de fora mas a partir daqui… ouçam, participem, sigam, sejam seguidos, Twittem!