Após 6 meses de espera, os meus filhos receberam finalmente os seus Magalhães.
Mal os retiraram da caixa a primeira coisa que fizeram foi, obviamente, ligarem-no. Antes que fizessem algo que me fosse dar mais trabalho, consegui pará-los e iniciar o processo de instalação assistida (sempre com os 2 a perguntarem “demora muito?”:)).
Eu sabia que o Magalhães vinha com o Windows XP e com a distribuição, Made In Portugal, do Linux, Caixa Mágica, mas não tinha pensado, nem ponderado, sobre qual sistema instalar.
Apesar de ter o meu passado ligado ao Unix e de ter sido sempre defensor do Linux e software aberto, nisto dos sistemas operativos nunca fui fundamentalista e dadas as duas opções de instalação, sem hesitar e de forma instintiva, instalei o Windows.
Porquê? Tratando-se de um computador para miúdos com menos de 10 anos e que tem como objectivo ser um facilitador na entrada nesta nova era da informação, percebi que prefiro que usem um sistema que tenha uma utilização mais geral, sem restrições e que não lhes crie dificuldades (nem a mim a seguir).
Escolhi o Windows por achar mais simples, por achar que entre eles (miúdos) é mais simples aprenderem pela partilha de experiências em Windows e por achar que para os miúdos é mais enriquecedor (experimentem correr a Diciopédia no Linux).
Chocando muitos dos defensores do Linux e do software aberto (apesar de ser um deles!), sou da opinião que o Magalhães devia vir só com o Windows (sim, é uma opinião!).
A verdade é que se os pais Linuxianos, têm conhecimentos suficientes para instalarem um “sabor” qualquer de Linux; podem fazê-lo se, e quando quiserem.
Se não têm conhecimentos e optarem pela instalação da Caixa Mágica… boa sorte!
E não me venham com o argumento de que o Magalhães, sendo subsidiado pelo Estado, não deve favorecer a Microsoft. Esse argumentou morreu à nascença quando se favoreceu, sem concurso, o fabricante (JP Sá Couto).
Curiosidade: primeira pergunta que o meu filho, com 8 anos, fez no final da instalação: “Isto trás o Chrome do Google? Não? Podes instalar?”. A geração Magalhães é claramente a geração Google. O meu filho conhece melhor o Google do que a Microsoft.
A seguir… parte 2: depois de instalado, o “controlo parental”.
Nota sobre os manuais: Apesar de só ler um manual quando estritamente necessário, pela curiosidade resolvi folhear os que acompanham o Magalhães. Primeira impressão: espero que não hajam muitos pais a precisar de consultá-los. Se precisarem, não antevejo que possam ser de grande utilidade.