dice Em conversa com 2 amigos próximos, enquanto discutíamos o percurso BySide e os factores de sucesso do projecto, ambos referiram que entre tudo, em 2 ou 3 momentos chave, foi importante o factor sorte.

Fico sempre chocado quando ouço a referência ao “factor sorte” uma vez que o meu pragmatismo e racionalismo me impede sequer de ponderar a sorte ou azar como responsáveis pelo que obtemos (talvez isso justifique o nunca entrar em jogos de sorte).

Quantas vezes é que nos momentos mais críticos nos acontecem coisas importantes? Sorte? Ou apenas o esforço e focagem adicional em fazer acontecer?

Se ao fim de 8 ou mais meses de trabalho e persistência, atingimos uma meta, limitamo-nos a alcançar um objectivo; se quiserem: executar. A sorte não pode ser equacionada como responsável. Caso contrário, tudo seria justificável com a sorte e/ou azar (a crise económica actual teria sido um grande azar, fruto do também gigantesco azar do subprime nos EUA).

Imaginem o simples atravessar de uma rua. Objectivo: chegar ao outro lado. Depois de olharmos para ambos os lados, esperarmos pelo momento correcto, atravessamos. A meio paramos para deixar passar um carro em excesso de velocidade. Avançamos. Chegamos ao outro lado. Sorte? Ou apenas… atingimos o objectivo?

Sorte, seria fechar os olhos, correr para o outro lado sem ver e conseguir! Mas mesmo aí, não lhe chamo sorte, chamo: estupidez.