Arquivo cronológico

Página 13.
Do mais recente ao primeiro texto.

Dez artigos por página, apresentados com a mesma quebra editorial usada no blog histórico.

01

Textos da página 13

127 artigos em ordem cronológica inversa.

  1. 2 min de leitura

    Ao lado: Cartões de visita

    Imagem não recuperadaCartoes Visita Os cartões de visita sempre foram para mim um drama. Acumulam-se. Amontoam-se. Multiplicam-se. Misturam-se.

    Hoje, lembrei-me de procurar a “História” destes pedaços de papel.

    Aparentemente, foram criado no século 17 em França. Mas uma pesquisa mais aprofundada fez-me encontrar referências que remontam ao século 15 na China.

    Em qualquer um dos casos, eram intitulados “Visiting Cards” (por cá, sempre foram “Cartões de visita”), funcionavam como uma espécie de convite e eram utilizados para qualquer fim em que uma escrita rápida fosse apropriada.

    Rapidamente evoluiram para “Trade Cards”, fornecendo informação sobre empresas/lojas e incluiam um mapa com a localização.

    Com o desenvolvimento dos métodos de impressão tornaram-me uma forma cada vez mais popular de distribuição de informação de contacto e… publicidade sobre uma determinada pessoa/empresa. Por cá, mantiveram-se como “Cartões de visita”. Por lá… “Visiting cards”.

    Nos últimos (muitos) anos o formato não mudou muito. Mais ou menos criativos, com menos ou mais cor ou tipos de papel. E com o mundo a mudar à nossa volta… porque é que estes bocados de papel algo irritantes não mudaram? A resposta é simples: apesar de parecerem uma coisa do passado, continuam a ser uma forma simples e eficiente de distribuir publicidade sobre um negócio (nem que esse negócio seja o “eu”).

    Claro que temos várias forma de guardar “contactos”. Desde o PC, a diversos serviços Web, CRMs e… o mais utilizado: Telemóvel. Apesar disto, o “pedço de papel” continua a ser necessário e estes novos formatos apenas aumentam o drama criando outra necessidade: sincronização.

    Houve uma altura, por volta de 2000, em que cheguei a acreditar numa mudança. Foi no período de expansão dos Palms. Lembro-me do meu Palm V (nunca me deu tanto prazer ter um gadget ) e de, em quase todas as reuniões, haver alguém que também tinha um. Isto servia sempre de “desbloqueador” quando em vez de trocar “pedaços de papel”, apontávamos os Palms uma para o outro, carregávamos no botão e ouvíamos o som de transferência do contacto pessoal.

    Porque é que os Telemóveis, cada vez mais o novo tipo de “Canivete Suíço”, não têm uma tecla de “enviar o meu contacto”? Algo que fosse universal entre marcas? Nokia, SonyEricsson, Motorola, Samsung, HTC, whatever… uma tecla!

    Deixo um grande anúncio que me fez procurar o meu velho Palm V:

  2. 3 min de leitura

    Customer 2.0

    Customer 2.0 Web 2.0, Enterprise 2.0, Business 2.0, voice 2.0… O termo “2.0″ é a “buzzword” sobre Internet mais utilizada nos nossos dias. É tão actual ser “2.0″ que para nos distinguirmos, queremos ser “3.0″… seja lá o que isso for. Neste admirável mundo novo do Online estamos tão presos à tecnologia que por vezes nos esquecemos das coisas mais simples e das que mais importam. E por mais voltas que se dê, branding, marketing, advertisment, online, offline … “it’s all about the customer”.E por falar em 2.0, anda por aí um cliente novo… o Cliente 2.0. Não sei qual a vossa opinião mas eu… eu quero falar com ele. Profissionalmente, tudo o que faço hoje em dia é para poder falar com ele e sobre ele.

    Quem é o cliente 2.0? É novo e vivo! É um dos mais exigentes clientes com quem tivemos de lidar. Sabem porquê? Porque o cliente 2.0 espera que nós, o mercado, cresça e apareça.

    O cliente 2.0 chama-nos para que tornemos a sua experiência na Internet divertida, social, viciante. Se ele usa os nossos serviços hoje, nada garante que os use amanhã. Este cliente é leal à marca, mas o meu site vai chamar-lhe a atenção se o fizer à sua comunidade; o seu grupo; a sua tribo.

    Bem-vindo à era do esquecimento!

    E não esperem que este Cliente 2.0 se contente com o vosso simples site (muito diferente de um site simples!). Ele aprendeu webdesign no liceu, aprendeu tudo sobre as novas formas de sindicalizar. Aprendeu tudo sobre como agregar conteúdos, como fazer os seus próprios “mashups”. É uma geração que se divide entre Googlianos (os mais cool e inteligentes) vs Yahooyanos (menos agressivos, menos conhecedores mas igualmente inteligentes). Para este cliente… ou temos para lhe oferecer algo realmente novo ou vai sentir-se ofendido, quer pela falta de “profissionalismo”, quer pela “confiança”.

    Para que o seu site seja o seu ponto de encontro, é obrigatório oferecer “competência” e “irreverência”.

    Uma coisa é certa… toda esta moda do “2.0″, depende e é empurrada por este “cliente 2.0″. O primeiro passo para percebermos este mundo 2.0 é o conhecimento deste novo cliente. Antes de trabalharmos qualquer ideia, projecto, negócio, é importante começar por listar as necessidades deste novo cliente e reagir às suas necessidades. Depois, e só depois, passar à implementação. E esqueçam o projecto de IT tradicional. Este cliente 2.0 é também o “cliente 2.0 Beta”. Ele está disposto a testar e participar no desenvolvimento. Não está é disposto a esperar.

    Regra número 1 do “mundo 2.0″: Fazer primeiro, corrigir e melhorar a seguir.

    E na verdade… por mais voltas que se dê a definições de Marketing, IT, Branding, Vendas, etc…. é tudo tão simples, tão básico. Tudo se resume ao velhinho: “O cliente primeiro!”

    Back to the basics 2.0?

  3. 3 min de leitura

    Quem “era” o Cliente 1.0?

    Ok, o “Cliente 1.0” ainda é. Mas quero falar sobre o “Cliente 2.0” e, assumindo desde já um Post “chato”, faz sentido criar algum contexto e definir quem é o “Cliente 1.0”.

    No velho mundo pré “2.0”, o cliente era apenas um número no plano de negócios da maioria das empresas. No mundo da Internet e do IT, o Cliente 1.0 era alguém que:

    • Comprava pacotes de software;

    • Instalava este software e fazia a sua manutenção;

    • Pagava para ter actualizações;

    • Era dono e controlava os seus dados;

    • Tinha custos fixos iniciais significativos com a compra de software;

    • Demorava na utilização devido à necessidade de procura-compra-envio-instalação;

    • Achava difícil mudar de um software para outro.

    O Cliente 1.0 é servido por um modelo tradicional de venda de software que tem como características:

    • Volumes baixos / Transacções significativas;

    • Quantidade é uma característica mais importante que qualidade;

    • Canais de vendas indirectos através de parceiros ou revendedores;

    • Barreiras elevadas na entrada e saída;

    • Suporte ao cliente especializado e fragmentado;

    • Modelos de preço e produto estruturados.

    Tendências no ambiente 2.0:

    • Mercado de software muito mais competitivo e agressivo;

    • Crescimento dos conteúdos digitais;

    • Proliferação da Internet (e da banda larga);

    • Nuvens computacionais (Cloud computing);

    • Social networking;

    • Colaboração;

    • Web 2.0 Mashups;

    • Utilizadores “Code-savvy”;

    • A Publicidade Online a apresentar modelos de negócio de sucesso.

  4. 2 min de leitura

    Ainda o “Word of Mouse”…

    Imagem não recuperadaWoM Curiosamente, após ter publicado o post anterior, enviaram-me um link para um post do Blog do Karlus que tem tudo a ver com “Word of Mouse”, mas… mal aplicado.

    Sem muito esforço, o Karlus, que apesar de não conhecer considero um tipo inteligente, num post sobre a nova imagem da Optimus “estranhou” alguns comentários demasiado “óbvios”; demasiado “promocionais”.

    Bastou-lhe ver nos logs do blog qual a origem dos posts, chegando (quase) imediatamente à Media Planning, empresa pertencente à Havas, detentora da Euro RSCG, empresa responsável pela nova imagem da Optimus

    Este é um bom exemplo de como o Buzz gerado pelo “Word of Mouse”, se mal gerido, pode virar-se contra o Marketeer ou Publicitário.

    Em 2005, a Vichy criou em França uma personagem (Claire) num Blog sobre anti-envelhecimento, gerida por uma equipa de Marketing. Demorou apenas uma hora para que bloggers descobrissem e começassem a acusar a marca de ter apresentado uma personagem falsa.

    O blog foi fechado de imediato e relançado mais tarde com um formato diferente, utilizando apenas utilizadores reais a discutirem questões reais. A Vichy apresentou um pedido de desculpas à comunidade Blogger mas apesar de difícil de medir, os estragos estavam feitos.

    No caso da Euro RSCG … não só estas acções já não são novas como não se percebe como é que uma equipa experiente e competente comete estas gafes…

  5. 1 min de leitura

    Anónimo: “Vote diferente”

    E por falar em mudanças de paradigma… por vezes os papeis invertem-se e é o próprio “Consumidor 2.0″ a fazer bem o que compete às agências.

    Um dos anúncios mais falados nas presidenciais americanas não foi feito a pedido de nenhum dos candidatos nem passou sequer na televisão. Mas, efeito do “Word of Mouse” já foi visto milhões de vezes e já foi notícia…. nas notícias.

    Originalmente uma publicidade “anónima”, na verdade foi criada por Phil de Vellis que fez todo o anúncio, sozinho, no seu computador, a partir de um anúncio que já era um clássico: Apple “1984″.

  6. 2 min de leitura

    Novos paradigmas para o Brand Activation: “word of mouth” e “word of mouse”

    Imagem não recuperadaWoM Quem acompanha as evolução no online percebe que a grande mudança de paradigma nos dias de hoje acaba por ser exactamente a fusão entre mundos. Apesar de existir um “online” e “offline”, deixou de fazer sentido pensar em “mundos” ou “fronteiras”.O mundo da publicidade e comunicação é provavelmente um dos primeiros mundos a reflectir esta “evolução”.

    Se em finais de 80, no mercado americano, bastava que um anúncio estivesse no ar 3 vezes para chegar a 80% da população, hoje é necessário estar no ar 150 vezes. Apesar da televisão continuar a ser um meio publicitário relevante, manter os níveis anteriores de eficiência tem um custo muito superior.

    Por outro lado, o consumidor é muito mais céptico, mais informado, questiona tudo e encontra formas inteligentes de olhar para lá das acções de Marketing e Publicidade. O online ofereceu a estes novos consumidores ferramentas para se unirem e partilharem ideias e conhecimento. A acompanhar uma Web 2.0, temos hoje um Consumidor 2.0.

    Mudaram os meios e mudou o consumidor. A Publicidade e o Marketing são hoje obrigados a mudar métodos e abordagens e a tirar partido deste novo “Consumidor”.

    A acompanhar este “Consumidor 2.0″ surge uma nova tendência no Marketing chamada “Word of Mouse” (WoMo), definida como “o acto em que o consumidor recebe, cria e/ou distribui conteúdo relevante de Marketing através de canais Online (textual ou audiovisual)”.

    O WoMo é uma parte do “buzz” necessário para qualquer acção de Brand Activation, criando condições para que o próprio consumidor forneça informação sobre marcas, produtos e serviços a terceiros de uma modo informal e não comercial. O WoMo representa a componente online do “buzz”, estendendo a componente offline “word of mouth” (WoM), ou seja, o boca-a-boca.

    O Marketeer e Publicitário de hoje, na criação de “buzz”, é obrigado a pensar na unificação entre online/offline. Na verdade, esta unificação apresenta novos desafios para todo o mercado da comunicação e publicidade na medida em que obriga não só a explorar novas campanhas como a medir a sua eficiência.

    As métricas tradicionais do online e offline não são suficientes. Somos obrigados, mais do que avaliar audiências e cliques, medir comportamentos e atitudes. Não criação do “buzz”, não podemos ignorar as dinâmicas criadas. O sucesso de uma campanha depende de uma análise global que englobe conteúdo gerado pelo próprio consumidor. Precisamos de medir o que acontece no “pós” campanha; de valorizar visualizações, difusão e criação.

    Precisamos de novas metodologia e frameworks de análise.

  7. 1 min de leitura

    Manifesto

    Explicar o objectivo de um Blog é algo ingrato. Um Blog é um blog. Uma forma de “partilhar” ideias e visões.

    E é apenas isto que pretendo com “este” Blog: partilhar parte da Visão BySide, o projecto onde, com parte da melhor equipa que reuni ao longo do meu percurso profissional, desenvolvemos esta visão de um mundo onde as fronteiras entre Online e Offline são cada vez menos relevantes.

    Neste novo mundo de Web 2.0, Customer 2.0, Voice 2.0, em que somos nós “pessoas” que contam, o projecto BySide também representa de certo modo um “reset” face aos projectos passados. Uma forma de continuar a fazer o mesmo, de continuar a inovar, de forma eficiente e focada… em versão 2.0.