Inspiração: sobre os “amiguinhos”…
“Always forgive your enemies, nothing annoys them so much”
Oscar Wilde
Dez artigos por página, apresentados com a mesma quebra editorial usada no blog histórico.
127 artigos em ordem cronológica inversa.
“Always forgive your enemies, nothing annoys them so much”
Oscar Wilde
Imagem não recuperadamicrosite Falando contra iniciativas de clientes, parceiros e alguns amigos (vou levar nas orelhas!), sempre fui contra a utilização de microsites ou, se preferirem, minisites.
Nunca os defendi. Nem mesmo no tempo em que o meu negócio passava pela criação de websites (apesar de me facilitarem a vida e gerarem receitas adicionais)!
A maior parte dos microsites não são muito mais do que brochuras online, com gráficos apelativos e que gritam ao mundo:
“na minha empresa, mexer no site Internet é tão difícil que já desistimos e por isso, em vez de resolver o problema, peguem lá isto (o microsite)!”.
É claro que as agências incentivam (muito!) o seu uso. É que os sites das “marcas” já existem, sempre com processos difíceis (leia-se “impossíveis”), e não criam espaço para novos desenvolvimentos (leia-se “receitas”). Ao sugerir a criação de um microsite, a agência promove de forma rápida a geração de novas receitas; não é precisa lidar com recursos internos para além do Marketing; trabalha num ambiente controlado; custos controlados; e, mais importante, lucrativo! Haah… e aumenta o portefólio!
A verdade é que os microsites são caros pois consomem recursos caros (a nata da agência) e morrem ao fim de pouco tempo. Claro que o objectivo imediato é sempre nobre: branding! Levar a marca ao “next level”! Mas normalmente o tempo e dinheiro gastos não acompanham os resultados.
Raramente um microsite leva a marca ao “next level”. Isto porque muito provavelmente só há duas razões que justificam a sua criação: o site Internet não presta e/ou é demasiado difícil fazer algo de novo.
Com o estado da arte na publicidade online e com as possibilidades oferecidas por acções de “rich media”, as acções promovidas num microsite podem ser enquadradas nas acções de comunicação externa, quer ao nível de budget quer de decisão.
Claro que há excepções. Há sempre. E claro que podemos sempre tentar justificar que “ ESTE ” microsite é uma excepção (shhh… 99% vão estar errados!).
A verdade é que neste momento a Internet oferece alternativas suficientes ao “microsite” e está na altura de sermos inteligentes e de fugirmos ao pensamento criativo convencional. O consumidor… apenas quer entrar, aceder ao que procura e… sair. E isto é a Internet. Por isso… devemos fazê-lo ao nível do nosso branding online, ou seja, no nosso site!
Algumas considerações sobre causas e consequências:
tumblr. - The Documentary from DaveAOK on Vimeo.
Este documentário do Dave Seger’s, para além de hilariante e brilhante, ilustra a realidade nua e crua do Social Networking, ReBlogging, etc., e um novo tipo de perfil que, enquanto homem do norte, intitulo: “Morcões 2.0″
Toda esta conversa sobre Web 2.0, Social Networking e agora Web 3.0… já chateia. Não irrita, maça!
Todos os dias nascem novos FaceBook’s, Hi5’s,e outros clones. Ainda apenas uma pequena minoria começou a perceber e tirar partido real do LinkedIn, Twitter, FriendFeed e já outros tantos dizem: “Não, não… agora a cena é o tumblr!”. Grandes perguntas: Para quê? e, Porquê?
Ainda estamos a perceber a “cena” e de repente a “cena” já é outra “cena”. Mas esta última… vai ser mesmo a “grande cena”. Pelo menos, até à próxima… “cena”.
Ok… é uma coisa de geração. Totalmente anos 80! Nostalgia! Yeah, yeah, yeah! Seja!
A grande questão é que há pequenos prazeres que… sabem bem. Eu até sou o tipo que depois de se render ao iPod, quer uma Squeezebox e um DAC decente pois também me rendi ao mp3, passei a “consumir” playlists; usava o Pandora antes de bloquearem o acesso para fora dos EUA, e digo que o Last.FM É “a Web 2.0”. Apesar disto, mantenho a minha colecção de CDs (a fase do CD sempre foi para mim uma “fase” apenas… necessária; nunca me convenceu!) e mantenho toda a minha colecção de vinyl (são bastantes) e o meu prato Rega Planar 2 que me custou os olhos da cara (ainda no tempo de liceu, tive que trabalhar nas férias para o comprar)!
Imagem não recuperadapop-art-ducky Apesar de todo o Hype à volta do “Social Media”, não considero que a parte relevante deste “momento 2.0” seja marcado pelo “Social Networking”.
O MySpace foi recentemente lançado em Portugal (ou será apenas… em Português?) com direito a festa no Lux e várias iniciativas promocionais, o Facebook tem tido por cá aquilo a que chamo de “efeito TiVo” (ambos marcaram um momento “lá fora”, sem nunca o serem terem tido “cá dentro”), outras redes aconteceram; o Hi5 aconteceu, principalmente para as gerações mais novas (este comentário faz-me sentir “velho”), o LinkedIN aconteceu na vertente profissional; em versão local, temos o TheStarTracker; o Twitter, apesar de agregar uma pequena grande minoria lusa; mais recentemente, o efeito plurk; o meu preferido, o FriendFeed; e podia continuar a enumerar exemplos que surgem quase diariamente.
Aquilo que marca de forma efectiva este momento é, e será cada vez mais, a saída do Browser para outras interfaces (o Last.FM e Twitter, com os seus “n” clientes, são bons exemplos), o RSS e a agregação de conteúdos e os “Mashups”, onde a agregação de conteúdos é levada mais longe.
E os “ Mashups ” começam a estar em todo o lado e em diferentes formatos. Se por um lado temos formatos básicos e funcionais como sites/blogues agregadores, a recente moda das Widgets ou os brutais Yahoo Pipes, temos muitos outros formatos de “mashups” (como o vídeo dos Weezer, no post anterior ).
Um breve exemplo de como as funcionalidades mais básicas podem ser utilizadas de forma inteligente:
http://www.flickr.com/photos/cubistliterature/2364871202/
Cliquem na imagem para verem as notas.
Não é nem notícia nem novidade mas o videoclip “Porks and Beans” dos Weezer, lançado a 23 de Maio no YouTube é um tributo a toda uma “Cultura Pop 2.0” e uma espécie de “Cartilha 2.0”. O videoclip faz referência, e inclui, os principais ícones da Web 2.0: as “Internet Celebrities”.
Apesar de todas estas referências me serem totalmente familiares apercebo-me que começa a haver um fosso cada vez maior entre uma população que vive fora desta nova vaga da Web 2.0 e que não sabe, não vive, não percebe o que são as revoluções em curso na capacidade de promoção e nos novos media.
Por isto, e por achar que o vídeo dos Weezer permite um processo de “degustação” desta nova realidade, resolvi “dissecar” o videoclip e apresentar todas as referências, todas as personagens e memes, numa espécie de “Manual de instruções para campanhas virais”.
Uma última nota: o vídeo dos Weezer não foi o primeiro a utilizar “YouTube Celebrities”. Os Barenaked Ladies já o tinham feito em 2006 com o single “ Sound of Your Voice “. Apesar disto, o vídeo “Porks and Beans” vai mais longe.
Vejam o vídeo, vejam as referências uma a uma, e voltem a ver o vídeo.
Chris Crocker: é já uma reconhecida “Personalidade” da Internet Americana que produz e actua em vídeos de “Transgressive art”. Ficou conhecido com o vídeo viral onde, em lágrimas, defende Britney Spear’s no seu reaparecimento nos “MTV Awards”. O Vídeo teve 4 milhões de visualizações em… 2 dias! A frase “Leave Britney alone!” ficou celebre! O vídeo foi visto 1.2 milhões de vezes nas primeiras 24 horas no YouTube, 3,6 milhões em Maio de 2007, hoje… mais de 6 milhões!
http://vitormagalhaes.com/wp-content/uploads/2008/06/iab-europe-online-ad-spend-vs-us-2006-20071.jpg
De acordo com o IAB (Interactive Advertising Bureau), o mercado de Europeu de publicidade online cresceu cerca de 40% em 2007, valendo 11.2 mil milhões de Euros, face aos 7.2 mil milhões de 2006. Com este crescimento o mercado Europeu aproxima-se do mercado Americano onde o sector cresceu 26% (14.5 mil milhões de Euros).
“Apesar do abrandamento publicitário em meios tradicionais, o crescimento da publicidade online na europa continua inabalável,” diz Alain Heureux, presidente do IAB Europa. “Não só este crescimento vem dos mercados mais pequenos, que assistem a um aumento significativo do valor do seu mercado, mas também de mercados mais maduros à medida que as empresas transferem os seus buget s publicitários para o online.”
Dois terços (65% ou 7.3 mil milhões de Euros) dos bugets de publicidade online na Europa foram gastos em Inglaterra, Alemanha e França. No entanto, alguns dos mercados mais pequenos apresentaram taxas de crescimento elevadas, com a Grécia a crescer 91%, Espanha 55% e Eslovénia 49%.
Portugal não faz parte do IAB…
Update: através do comentário do Nelson Pimenta, acabei de saber que isto vai mudar. Está a ser criado o IABPortugal. Visitem o site para saber mais.
http://edificiodouro.wordpress.com/
Segundo Paulo Portas, a acompanhar a onda do “CarJacking”, o país está a ser vítima de “FiscoJacking”. Literalmente aqui “ao lado” da BySide, uma nova “onda”… desta vez de “AdJacking”. Se isto pega…
Entrei no mundo da informática pelo interesse na Computação Gráfica (que perdi assim que tive as primeiras aulas na faculdade e percebi que estávamos a anos luz do que se fazia “lá fora”).
Talvez por isso, sempre que sai um filme novo de animação em 3D, com a desculpa de serem filmes para os miúdos, lá estou eu a trazer o DVD e a avaliar as evoluções de filme para filme (a animação do pêlo, a simulação da água, etc).
E têm acontecido tantos desenvolvimentos (vejam Monsters & Co,