Imagem não recuperadapunk marketing
Não, não é pelo vinyl dos Dead Kennedy’s que ainda guardo (alguém por aí se lembra do “Frankenchrist” e “In Gog we Trust, Inc”?), pelo VHS (yep, ainda tenho vinyil, k7, VHS). Apesar de ainda ter vivido um “remake” do punk, a minha adolescência foi marcada pelo final de 80 (Cure, Smiths, Echo & the bunnymen, Durutti Column, a fase inicial da 4AD, etc.).
Refiro-me apenas ao livro “Punk Marketing” que comprei recentemente e por comprovar que quanto mais aprofundo alguns conhecimentos de marketing “convencional” mais reforço que: “Não são as coisas que são complicadas, nós é que as complicamos”. É que apesar do valor de tudo o que dizem os “espertos” – de Trout a McKenna, Kotler… whatever – não se resume tudo ao cliente?
Hoje, para conquistar um consumidor não chega criar “processos” de Marketing. É preciso tratar o Cliente com respeito. Desafiá-lo! Tratá-lo com inteligência. Como inteligente. O Cliente adora ser “picado” ou que o divirtam. E… o cliente pode! O cliente tem poder!
Richard Laermer e Mark Simmons, autores do livro, analisam esta nova realidade do mercado da publicidade, das marcas, da comunicação e a necessidade de nos livrarmos do “ Status quo ” e do “Radical quo ” e escreveram um conjunto de regras simples para um Marketing assente no senso comum, sem “ bullshits “. Não sou muito adepto de “transcrições” ou “traduções” mas, talvez por ter vivido uma parte da cultura Punk (na música) e por me rever no “no bullshit “, acho que vale a pena partilhar o Manifesto do Marketing Punk:
1. Se não arriscares, morres Em tempos de mudança o maior dos riscos de todos é não correr riscos.
2. Porque não perguntar: “Porque não?” Pressupostos são apenas isso. Tudo o que assumimos é normalmente uma meia-verdade ou generalização que em algum momento teve um objectivo, mas agora… castra as soluções criativas.