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Página 6.

Dez textos por página, do mais recente ao mais antigo.

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Textos da página 6

Pensamentos, histórias e algumas divagações.

  1. 2 min de leitura

    Ze Frank, o verdadeiro artista 2.0

    “Frank refers to himself as ‘a mastermind of online entertainment,’ and that’s not so far from the truth.”

    The Observer

     

    http://www.zefrank.com/v_draw_beta/index3.html O Ze Frank, uma das poucas personalidades da Web que realmente admiro, lançou no seu Blog mais um exemplo brilhante do que tem sido enquanto “online performance artist”: uma aplicação em Flash (é obrigatório que testem!) que nos deixa desenhar com a voz. Basta falar, cantar, gritar ou emitir qualquer som com a voz para ver a aplicação a desenhar com base no som.

    Um som com volume médio desenha uma linha recta, um som mais alto, vira à direita enquanto um som baixo vira à esquerda.

    Eu que não admiro por aí além “Stand Up Commedy”, acho brilhante e admiro o género de “nerdcore standup commedy” reinventado  pelo Zé Frank. Admiro pela inteligência, sentido de humor (geek, ok!) e capacidade de renovar a comédia com esta nova realidade que a Internet e a Web trazem.

    O Ze Frank conseguiu transpor para a comédia e performance todos os princípios básicos da Web 2.0: muito vídeo, tem um Blog com milhares de visitantes e, o mais brilhante, tira partido da sua rede social fazendo com que muitas vezes seja a sua comunidade a gerar conteúdos e escrever os seus shows.

    Para ilustrar o brilhantismo, deixo como exemplo adicional um vídeo de 2004 numa TED Talk (lembram-se dos emails que nunca lêem, enviados pelo filho de um Ministro africano que simpaticamente vos quer transferir para a conta bancária uns milhares de dólares?:))

    Vejam, e visitem o site do Zé! :)

  2. 1 min de leitura

    GMail… out of the cloud!

    gmail

    Esta semana o Google tornou o GMail acessível em modo Offline, permitindo que possa funcionar independentemente de existir ou não uma ligação à Internet. 

    Para mim, que centralizo no GMail o meu mail, Twitter, Friendfeed, Google Docs, Calendar e que o uso como “homepage” do browser, isto são muito boas  notícias.

    Claro que o Outlook, Thunderbird, iMail ou qualquer outro cliente de email o permite fazer mas há duas grandes diferenças:

    • O GMail é na minha opinião (e de muitos outros), um cliente de email quase perfeito! Com o funcionamento offline, deixo de precisar de outros clientes;

    • Com GMail não tenho que instalar software. Basta-me um browser e acedo de forma centralizada ao meu email de qualquer parte: do meu PC, de qualquer PC, iPhone, netbook, etc..

    Depois de já ter disponibilizado modos Offline no Google Reader, Google Docs e  GMail, fica a faltar o Google Calendar para completar um pacote sério de aplicações que atacam o modelo actual de Desktop. Na verdade, não atacam… apenas antecipam o futuro.

    Para perceberem melhor, nada como a explicação dos próprios:

    P.S.: E eu… também gostava do Chrome para Mac! :)

  3. 2 min de leitura

    Viral: o melhor emprego do mundo!

    Best Job in the World

           

    Acho que já meia Internet viu, mas pela simplicidade e brilhantismo nunca é demais divulgar a campanha de marketing viral que o Turismo de Queensland lançou este mês!  A campanha ” The Best Job in the World ” oferece $150.000 para um “trabalho” de 6 meses com o objectivo de tratar do recife de coral da Ilha Hamilton.

    A que é que obriga o trabalho? Vejam lá a chatice:

    • Fazer mergulho;

    • Nadar;

    • Explorar as ilhas vizinhas;

    • Explorar a vida selvagem;

    • Manter um blog para partilhar com o mundo experiências e vídeos.

    E tudo isto foi publicado como um anúncio de recrutamento genuíno.

    Interessado? Qual o processo de candidatura? Basta enviar um vídeo a explicar porque é que é a pessoa certa para o dito “trabalho”.

    Resultado: em 10 dias, foram submetidos mais de 2000 vídeos/candidaturas. E foi tão grande o sucesso que o site não aguentou o terceiro dia de candidaturas!

  4. 3 min de leitura

    Porque é que eu uso o Twitter?

    Imagem não recuperadatwitter_bird E por falar em Twitter…

    Quando entrei no Twitter, coloquei aqui no Blog um post céptico sobre a minha curiosidade de o explorar.

    Na altura disse que o Twitter “não me dizia nada mas em simultâneo me dizia muito” e comparava-o a uma nova versão de IRC, na Web.

    Apesar de não me “viciar” totalmente no Twitter (sou um utilizador comedido), demorei muito pouco tempo a “perceber”, “respirar” e ficar “fascinado” com o Twitter.

    O “fascínio” é 100% fruto da simplicidade do Twitter, o projecto que mais marcou a Internet no último ano, mostrando que “It’s not the technology, stupid!”. Uma interface simples, 140 caracteres que não obrigam a pensar demasiado e uma inversão no processo normal de subscrição que fez o “click”: não seleccionamos quem nos pode seguir (apesar de podermos bloquear, o que é algo radical), apenas seleccionamos quem queremos seguir. Muito democrático.

    E para quem se interroga sobre um “So what?” ou, “já experimentei mas não percebo a piada”, vejam o Twitter como mais do que uma aplicação ou serviço. Um serviço que vale pelas pessoas que lá estão.

    Porque é que eu uso o Twitter?

    Pelas pessoas. Muitos “early adopters”, é certo. Mas numa altura em que tudo acontece no

  5. 1 min de leitura

    Investimento no Twitter: estou a valer 42 dólares

    twitter Depois de recusar ser comprado pelo Facebook por 500 milhões de dólares (apesar de parte deste pagamento ser em acções), o Twitter volta ao mundo do Capital de Risco e prepara-se para levantar mais 20 milhões aos anteriores 20 milhões já levantados, estando avaliado em 250 milhões de dólares.

    O Scobleizer fez um paralelismo interessante: se fizerem parte dos 6 milhões de utilizadores do Twitter (número que cresce diariamente), partindo do princípio que o único activo do Twitter são os utilizadores, cada utilizador vale 42 dólares (ok, isto não é custo de aquisição).

    Quando olho para os clientes BySide, o custo de aquisição dos seus clientes varia entre os 30€ e 150€ (comunicação e comissões de venda). Para o Twitter… nada mal!

    Com uma comunidade gigante e participativa só falta ao Twitter um pequeno GRANDE detalhe: um modelo de negócio.

    Enquanto utilizador que acha que o Twitter oferece algo muito próximo de um serviço público, preocupo-me que um novo “round” de investimento torne lenta e preguiçosa a necessidade do Twitter criar um modelo de negócio sustentado…

  6. 1 min de leitura

    O Mac faz 25 anos

    Sou um utilizador tardio. Faço parte da recente onda de convertidos ao Mac (cheguei a usar um M0001 na faculdade para jogar “Risco” e editar alguns textos).

    Só com o iPod me fui convertendo lentamente. Agora, sou dependente do meu Mac e iPhone. 

    Hoje, o Mac faz 25 anos e nada melhor do que um vídeo de Steve Jobs, em frente a uma plateia cheia, naquela que foi a sua primeira grande apresentação do Mac:

  7. 7 min de leitura

    Ainda 2008: um ano silenciosamente importante

    2008 já lá vai. Já muito se escreveu sobre ele e… já é passado (o que torna este post ligeiramente… atrasado!).   year 2008.

    Apesar disto,  ao ler uma nota do Edson Athayde no Facebook (“ Esperança e canja de galinha “) sobre a neutralidade de 2008 resolvi fazer uma breve retrospectiva deste ano (atrasada, eu sei). A nota do Edson dizia:

    “Rápido, parado, mexido, na mesma. Acho que 2008 vai ser lembrado como o ano em que nada foi resolvido, pouco foi melhorado, em que o planeta esteve onde sempre esteve, mas, como diria Galileu, no entanto moveu-se.

    Será que vamos ter saudades de 2008?”

    Sem pôr em causa o ponto de vista do Edson, acho que apesar de tudo 2008 foi aquilo a que chamo de um ano silenciosamente importante (pelo menos em parte do meu mundo, no online).

    Depois de termos entrado em 2007 com o “YOU” como figura do ano anterior na capa da Time s, sinto 2008 como “O” ano da Internet; o ano de consolidação em que senti a Internet madura e na fase em que se pode dizer: “Agora sim, está tudo a começar!”; um ano de “Tipping Point”. E isto, para mim que acompanho a Internet em Portugal desde o início (desde os tempos do PUUG – Portuguese Unix Users Group, primeiro ISP português), é relevante.   

    O que achei relevante em 2008: 

    • Massificação: Deixou de ser necessário explicar o que é a Internet. Apesar de muitos dos que a usam frequentemente não saberem exactamente o que é, usam-na! Sempre disse que quando as pessoas utilizassem a Internet como usam a electricidade, chegaríamos ao momento de maturidade. Estamos quase… Prova disto: o meu filho de 8 anos passou a usar o Google Chrome e a minha mulher começou a usar o Last.FM, descobriu o Google Reader/News e passou a usar Gmail 🙂;
  8. 14 min de leitura

    Porque faliu a Netcall?

    Imagem não recuperadanetcall

    Na semana passada foi tornada pública a falência da Netcall, primeiro operador de Voz sobre IP (VoIP), ou voz sobre Internet.

    Por ter sido co-fundador do negócio Netcall, por, apesar de ter apresentado alternativas (rejeitadas), ter antecipado e repetidamente alertado, sem ser levado a sério, para este momento, por me ter sentido obrigado a sair do projecto em início de 2006, por ter provado com os projectos actuais que a visão que defendia estava longe de ser lunática e era sustentada, apesar de fazer parte de um conflito accionista que ainda dura e correndo o risco natural de ser mal interpretado, sinto legitimidade e vontade de escrever algumas linhas sobre um projecto que chegou a ser o meu.

    O comunicado Netcall referia que a falência se deveu “ao momento que vive a economia internacional, e, em particular, a nacional”. Externamente, sei que é fácil justificar “a queda” com factores económicos; internamente com conflitos internos e dizer que devido a estes conflitos se perdeu a “janela de oportunidade”. Como em tudo na vida, podemo-mos esconder atrás de desculpas e justificações ou podemos aprender com os erros e seguir em frente.

    A Netcall teve efectivamente um “momento” e esse “momento” foi, à altura, o seu principal activo. Em 2005, criou-se e projectou-se uma marca e Netcall apareceu no mercado com uma imagem de inovação e disrupção. Uma espécie de “enfant terrible” com a vontade de mudar o mundo das telecomunicações. Chegou mesmo a ser encarada pelo incumbente como a nova vaga de concorrência (vi com orgulho a Netcall em Powerpoints da Portugal Telecom). Tinha a empatia dos media e do mercado que via com bom grado a redução de custos, a inovação e a alternativa a um (ou vários) incumbente(s).

    O que é que falhou?

    Falhou o mesmo que falhou em todos os negócios VoIP que se afundaram e que se estão a afundar pelo mundo. A verdade é que o VoIP não foi, ao contrário do que prometia, muito diferente do negócio tradicional de telecomunicações, obedecendo à mesma lógica de mercado do mundo das telecomunicações e respectivos reguladores: custos elevados de operação e margens baixíssimas. Como alguém dizia no GigaOM em 2006, infelizmente “It’s a sucker’s game!”

    Negócio de massificação