Google Voice: VoIP’s not Dead
Depois de ter adquirido em Julho de 2007 o operador VoIP GrandCentral e se ter pensado que iria deixar morrer o serviço, o Google anunciou há pouco mais de uma semana o seu relançamento através do Google Voice.
À semelhança dos primeiros dias do VoIP, muitos apontam o serviço como séria ameaça à indústria das telecomunicações e, novidade, à própria indústria do VoIP (leia-se, operadores de Voz sobre IP existentes e Skype).
Se as pesquisas Google revolucionaram a Web, e o GMail revolucionou o email gratuito, o Google Voice pode revolucionar o mundo da Voz.
Qual é a novidade do Google Voice?
Não há grandes novidades. Apenas o nome “Google” e uma “killer app”.
Nos meus tempos passados do VoIP (na Netcall ), sempre defendi que o VoIP não tinha um modelo de negócio directo e que só seria sustentável quando associado a negócios com músculo financeiro e de mercado que vissem no VoIP, e na voz em geral, uma “commodity” e alavanca para trazer valor acrescentado a outros serviços. Na altura, este “músculo” era óbvio no mundo dos operadores de telecomunicações e na necessidade de criação de pacotes Triple Play (voz + vídeo + Internet).
É curioso que depois da inconsequente compra do Skype pelo eBay, seja agora um muito consequente Google que mais do que “músculo” trás o foco no utilizador, a paciência e visão Web para tirar partido real da convergência de serviços de voz e dados.




