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Página 5.

Dez textos por página, do mais recente ao mais antigo.

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Textos da página 5

Pensamentos, histórias e algumas divagações.

  1. 8 min de leitura

    Google Voice: VoIP’s not Dead

    voip_is_not_dead_xs2 Depois de ter adquirido em Julho de 2007 o operador VoIP GrandCentral e se ter pensado que iria deixar morrer o serviço, o Google anunciou há pouco mais de uma semana o seu relançamento através do Google Voice.

    À semelhança dos primeiros dias do VoIP, muitos apontam o serviço como séria ameaça à indústria das telecomunicações e, novidade, à própria indústria do VoIP (leia-se, operadores de Voz sobre IP existentes e Skype).

    Se as pesquisas Google revolucionaram a Web, e o GMail revolucionou o email gratuito, o Google Voice pode revolucionar o mundo da Voz.

    Qual é a novidade do Google Voice?

    Não há grandes novidades. Apenas o nome “Google” e uma “killer app”.

    Nos meus tempos passados do VoIP (na Netcall ), sempre defendi que o VoIP não tinha um modelo de negócio directo e que só seria sustentável quando associado a negócios com músculo financeiro e de mercado que vissem no VoIP, e na voz em geral, uma “commodity” e alavanca para trazer valor acrescentado a outros serviços. Na altura, este “músculo” era óbvio no mundo dos operadores de telecomunicações e na necessidade de criação de pacotes Triple Play (voz + vídeo + Internet).

    É curioso que depois da inconsequente compra do Skype pelo eBay, seja agora um muito consequente Google que mais do que “músculo” trás o foco no utilizador, a paciência e visão Web para tirar partido real da convergência de serviços de voz e dados.

  2. 2 min de leitura

    Empreendedorismo e o factor sorte

    dice Em conversa com 2 amigos próximos, enquanto discutíamos o percurso BySide e os factores de sucesso do projecto, ambos referiram que entre tudo, em 2 ou 3 momentos chave, foi importante o factor sorte.

    Fico sempre chocado quando ouço a referência ao “factor sorte” uma vez que o meu pragmatismo e racionalismo me impede sequer de ponderar a sorte ou azar como responsáveis pelo que obtemos (talvez isso justifique o nunca entrar em jogos de sorte).

    Quantas vezes é que nos momentos mais críticos nos acontecem coisas importantes? Sorte? Ou apenas o esforço e focagem adicional em fazer acontecer?

    Se ao fim de 8 ou mais meses de trabalho e persistência, atingimos uma meta, limitamo-nos a alcançar um objectivo; se quiserem: executar. A sorte não pode ser equacionada como responsável. Caso contrário, tudo seria justificável com a sorte e/ou azar (a crise económica actual teria sido um grande azar, fruto do também gigantesco azar do subprime nos EUA).

    Imaginem o simples atravessar de uma rua. Objectivo: chegar ao outro lado. Depois de olharmos para ambos os lados, esperarmos pelo momento correcto, atravessamos. A meio paramos para deixar passar um carro em excesso de velocidade. Avançamos. Chegamos ao outro lado. Sorte? Ou apenas… atingimos o objectivo?

    Sorte, seria fechar os olhos, correr para o outro lado sem ver e conseguir! Mas mesmo aí, não lhe chamo sorte, chamo: estupidez.

  3. 5 min de leitura

    Banca Online 2.0: less is more!

    pig-mouse

    A banca continua a representar um dos exemplos mais marcantes da dificuldade dos sectores tradicionais ganharem uma dimensão online.

    Apesar do longo percurso que a banca tem seguido no online, quando se acede a áreas públicas da maior parte dos bancos (nacionais ou internacionais) é evidente a confusão que ainda representa a gestão dos (cada vez menos novos) “novos canais”. E esta confusão é tão maior quanto maior, ou quanto tentar ser, o banco em causa.

    Se na vertente transaccional, associada às área privadas de homebanking, melhor ou pior, apesar de várias lacunas de usabilidade, quase todos cumprem o objectivo, nas área públicas normalmente reina o caos e a antitese de tudo o que hoje se advoga nas boas práticas de marketing e vendas.

    O estranho caso do “Produto Net”

    Se eu tiver poupanças e por medo do mercado de capitais não as quiser aplicar em bolsa mas sim num depósito a prazo, ao consultar no site Internet de um banco informação sobre “depósitos” o que é que, normalmente, encontro?

    Tabelas de opções de produtos de depósito!

  4. 2 min de leitura

    Na Web, quem conta um conto “deve” acrescentar um ponto!

    talktalk1

    Sempre que me lembro ou encontro um tema sobre o qual gostaria de escrever, tento apontar para mais tarde desenvolver. Normalmente acabo por desistir e nunca o fazer, não só pela habitual e crónica falta de tempo, mas principalmente quando descubro alguém que já abordou o tema.

    Numa daquelas revelações básicas e repentinas que nos fazem sentir completamente idiotas, dei por mim a perceber o ridículo e a prepotência disto. Como se existissem por aí visões 100% únicas, sem corantes nem conservantes. Pior, como se algumas destas ditas “visões” fossem… minhas.

    A verdade é que raramente temos uma ideia realmente original e “única”. Se na vida somos a soma e interpretação das nossas experiências, no que escrevemos isto é igualmente evidente. O que nos torna únicos e originais é a capacidade de ligar a soma de todas estas experiências numa ordem e sequência que nos identifica.

    Por isso, acredito que  na web não há plágio! Quando escrevemos, não é negativo escrever sobre o mesmíssimo tema que lemos no Blog do lado.  Desde que o façamos com a nossa visão ou interpretação, claro! Desde que sejamos editores de nós próprios.

  5. 1 min de leitura

    Inovação e Globalização

    globalization Uma pequena reflexão sobre o tema do post anterior ajuda a perceber o que separa os EUA do resto do mundo em termos de inovação.

    Como referi, os “ Claytrons ” ou “Catoms”, utilizados na “matéria programável”, começaram a ser desenvolvidos pela Universidade de Carnegie Mellon’s, com fundos da Intel e DARPA. Nada mais nada menos que o maior fabricante de semicondutores do mundo que, quer use PC ou MAC, é quase de certeza o fornecedor do processador do computador do seu PC, e a agência de investigação do Ministério da Defesa Americano que só foi o principal responsável pela criação da… Internet.

    Se pensarmos em Portugal, quantos projectos de inovação é que conhecem com ajuda e fundos de entidades com músculo suficiente para que a sua presença seja garantia de sucesso?

    Apesar de sermos reconhecidamente capazes de inventar e fazer, alguma vez teremos apoios à escala de uma Intel e DARPA? É que parecendo que não… ajuda. E este é um dos principais erros da Globalização: acreditarmos que agora somos todos igualmente globais.

    Claro que somos Globais mas apesar de tudo, uns serão sempre mais do que outros.

  6. 1 min de leitura

    Realidade Sintética

    Depois da “Aumentada”, a “Realidade Sintética”!

    Na verdade, o termo correcto seria “Matéria Programável” ou “Claytrons”, que representa uma área emergente de engenharia que estuda possibilidades de utilização de nano robots (neste caso os átomos “Claytronic” ou “Catoms”) e que são usados para criarem mecanismos ou máquinas de maior escala. Esta “Matéria Programável” tem a capacidade de comunicar entre si, com computadores, mudar de cor e ligar-se entre si criando diferentes formas. Estas formas permitem, teoricamente, modelar qualquer objecto, incluindo réplicas humanas que podem ser utilizadas em reuniões virtuais.

    Os “Claytrons” ou “Catoms” começaram a ser desenvolvidos pela Universidade de Carnegie Mellon’s, com fundos da Intel e DARPA. Nada mais nada menos que o maior fabricante de semicondutores do Mundo que, usem PCs ou MAC, é quase de certeza o fornecedor do processador do computador do seu PC e uma agência de investigação do Ministério da Defesa Amrericana que só foi o principal responsável pela criação da… Internet.

    Apesar do vídeo ainda não apresentar uma Demo real, representa uma Demo possível num futuro próximo.

    Quando pensarem que já viram tudo e que não há muito mais a inventar, acreditem, estão errados!

  7. 2 min de leitura

    Realidade Aumentada

    ALERTA: ESTE POST CONTÉM UMA REALIDADE AUMENTADA! 🙂

    Imagem não recuperadaprintme2 Porque uma experiência vale mais do que 1000 imagens, este post começa com uma demonstração obrigatória! Precisam apenas de:

    – uma webcam;

    – fazer download deste ficheiro (clicar na imagem ao lado);

    – imprimir o ficheiro;

    A seguir, em baixo, seleccionem “Start”, aceitem a ligação da webcam e  a apontem o quadrado preto da folha impressa para a Webcam. Voilá!

    Nota: em Mac, se não visualizarem a imagem da webcam, é necessário seleccionar a webcam manualmente (right click > settings > ícone webcam > USB Cam);

    (créditos: Boffswana )

    Se não conseguiram ver... tentem noutro computador ou vejam o último vídeo do Post.

    Se conseguiram, acabaram de experimentar uma "Realidade Aumentada", convosco!

    A "Realidade Aumentada" (Augmented Reality) representa uma forma de interacção que mistura o mundo real com elementos virtuais, ou realidade virtual.

    Não se trata de nenhuma área nova (as primeiras referências datam de 1849 quando Richard Wagner introduziu a ideia de criação de experiências "imersivas" usando um teatro escurecido e rodeando a audiência de sons e imagens).

  8. 1 min de leitura

    Google: simplicidade e criatividade

    Uma boa marca, uma boa ideia, criatividade e simplicidade.

    Apesar do Google Vídeo não ter vingado, uma acção simples e brutal que alcançou o objectivo de fazer o público interagir. Para ver e rever!

  9. 1 min de leitura

    No Internet? Creepy…

    Já tem quase um ano mas à medida que o tempo passa, este episódio do South Park vai ficando estranhamente mais actual.

  10. 2 min de leitura

    Last.FM… os novos dias da rádio

    lastfm

    O Last.FM, rádio e comunidade de música online, é um dos serviços que melhor ilustra o que é hoje a Internet e uma ideia que defendo há anos: a libertação do browser. 

    Isto pode parecer em contra-ciclo contra a actual corrente de “cloud computing” e aplicações no browser mas na verdade, não está. O que quero dizer é que é importante perceber que na Web a libertação do desktop não deve significar uma transferência de interface para o browser mas sim uma libertação total da Interface.

    O que a Web 2.0 nos trouxe foi exactamente essa capacidade de abstrair dados e funcionalidades. Ao fazê-lo, a interface Web torna-se óbvia mas… não é exclusiva.

    O Last.FM, enquanto serviço e aplicação, tem tudo: rede social, web, não web, aplicações desktop, móvel, interfaces para aplicações de terceiros, “long tail” e muito mais.